CRÍTICA | A casa do medo: Incidente em Ghostland

Nunca foi tão difícil distinguir o real do imaginário quanto assistindo A casa do medo: Incidente em Ghostland. 

Vai ser muito difícil falar desse filme, que estréia dia 11/10 nos cinemas, sem passar nenhum spoiler e não estragar sua experiência, mas pode ter certeza, essa crítica NÃO CONTÉM SPOILERS

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A trama trás a história de uma mãe de duas meninas que se muda com elas para a casa que herda de sua tia no meio do nada. Já em sua primeira noite lá, elas são surpreendidas por dois intrusos e após um confronto com eles, elas sobrevivem. Depois de 16 anos se passarem a filha mais nova retorna a casa de sua mãe e tudo volta a ficar estranho.

O filme tenta ser inovador dentro do gênero terror psicológico e tem vários elementos muito bem utilizados e dignos de alguns bons anos de estudos de técnicas da arte do cinema. A cada cena o filme se mistifica mais e faz com que os espectadores criem suas próprias teorias do que está realmente acontecendo e o porque. 

Tendo fortes cenas de violências de todos os tipos e utilizando o clássico elemento de jump scare (aquela música que vai te deixando atento para tomar um sustinho) é difícil olhar para a tela do cinema a todo momento, as vezes por ter medo de um possível susto e outras pela fato do longa ser bem direto em relação ao sentimento que quer passar.

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Tendo elementos surpreendentes em sua história o único momento em que o filme errou (e feio!) foi trazendo dois vilões típicos e marginalizando uma transsexual e um homem esquizofrênico (se eu te falasse que o diretor é um “homem padrão” você se surpreenderia?), além de assim também acabar tendo comparado transsexuais com doentes mentais e colocando ambos na posição de pessoas perigosas para a sociedade.

Independente da generalização muitas vezes já esperada por filmes do gênero, Incidente em Ghostland é um filme que abusa dos elementos sensoriais das pessoas e vale a pena ser visto, porém com os tempos mudando, não vai ser sempre que um filme que pode ser caracterizado com momentos ofensivos e medos tão reais para o público feminino vá passar assim tão fácil pelas críticas.

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