CRÍTICA | TODO DIA

A linda história de David Levithan está entre nós agora nas telonas do cinema. Vamos ver mais de perto, nessa adaptação super a altura, um dos livros que mais explica que na verdade não existe nada entre o amor de duas pessoas que se amam de verdade.

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Baseado no livro homônimo, Todo Dia apresenta uma jovem adolescente, Rhiannon, completamente comum. A menina é apaixonado por seu namorado atleta popular da escola e acredita fielmente que ele também está completamente apaixonado por ela apenar de Justin sem um adolescente frio e, na maioria das vezes, incomum a seu relacionamento. Ela não estranha quando numa certa manhã, seu namorado acorda diferente, completamente romântico e dando a atenção que ela merece. Muito pelo contrário, ela acha que ele mudou e que a partir de então as coisas ficariam melhores e os dois viveriam a história de amor que ela sempre quis.

Do outro lado conhecemos "A". Ele/Ela é o grande "x" da questão apresentada por Levithan durante todo o livro. "A" acorda todos os dias num corpo diferente e, por mais que ele tente mexer o mínimo possível na vida das pessoas que ele "incorpora", quando conhece Rhiannon, naquele dia que está dentro do corpo de Justen, tudo muda. "A" só quer ficar com ela e a cada dia corre atrás desse sentimento que nunca sentiu antes.

Por mais que pareça bizarro e típico de filmes de terror ter uma alma incorporada em um corpo, acredite; Levithan consegue fazer com que essa característica se torne algo lindo, romântico e natural. Natural ao ponto de ser aquele típico livro que ensina você a entender um pouco do que é o amor e o que são, de fato, as coisas naturais da vida.

Todo Dia

O filme transposta para as telas o que sentimos quando lemos o livro. Por mais que não seja uma adaptação completamente fiel (o que para mim é mais que plausível visto que o livro é cheio de detalhes complexos demais para serem entendidos em um filme de 1:40 de duração), o diretor consegue colocar a verdadeira mensagem que o livro trás. O sentimento tão verdadeiro que Rhiannon sente por "A", seja lá o que ele/ela seja. 

Ela se apaixona pela essencia, por quem aquela alma é, independe do corpo que ela habite. Independente de pele, sexo, etnia... o que a sociedade não consegue ver por valores antiguados, Levithan conseguiu explicar de uma forma simples e compreensível a todos os olhos. E eu fico sem palavras para descrever o quanto eu fiquei feliz em ver esse livro sendo adaptado. E eu espero, de verdade, que ele seja uma diretriz para os tempos que estamos vivendo.

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