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A SOMA DE TODOS OS BEIJOS, DE JULIA QUINN



Hoje continuo trazendo para vocês mais um livro da nova série de Julia Quinn, autora famoso por seus romances de época. A Soma de Todos os Beijos, é o terceiro e penúltimo livro da série Quarteto Smythe-Smith. Onde cada livro foca em um membro da família, que é socialmente conhecida pelas apresentações anuais de suas jovens integrantes, que não possuem nenhum talento musical. Neste livro, a protagonista é Sarah Pleinsworth, prima de Daniel Smythe-Smith, que foi o protagonista do livro anterior Uma Noite Como Esta (Confira a resenha aqui). 

Sarah odeia o fato de ser obrigada a tocar no quarteto da família. E vendo os recentes casamentos ao seu redor, ela se pergunta se vai ter a sorte de se casar ou vai ter que morrer para fugir dessa obrigação familiar. Por causa dos iminentes casamentos de Honoria e de Daniel, toda a sociedade londrina parte para o campo, e junto com eles vem Hugh Prentice, amigo de Daniel, e que foi inicialmente responsável pelo duelo que envolveu o exílio de seu primo, mas que também causou a lesão na perna de Hugh que o impede de até mesmo caminhar normalmente.

Para mostrar que todos estão satisfeitos com a reaproximação de Hugh e Daniel, e que a mágoas ficaram para trás, Hugh é convidado para os casamentos e cabe a Sarah servir de acompanhante e mostrar toda a boa disposição da família. Mas para ela, Hugh é o principal responsável por tudo que tem dado errado, desde o duelo 3 anos atrás. E para completar, ele tem a habilidade de irritá-la como ninguém, com uma resposta para tudo. Para Hugh participar dos eventos é um favor para um amigo, mas também uma causa de dor maior para a sua perna a qualquer grande movimento, e ainda ter que lidar com a dramática lady Sarah, só piora tudo.


Fiquei bem curiosa quando soube que este livro falaria de Hugh, porque ele me chamou bastante a atenção durando o livro passado. Com uma mente racional, focada em números, mas ainda sendo divertido, ele utilizou uma ideia bem inusitada para impedir que seu pai matasse Daniel Smythe-Smith. Se matar caso algo acontecesse com o amigo. Isso impediu o pai, mas não tornou a relação entre os dois mais fáceis, já que para Ramsgate, o filho Hugh é a única chance de passar seu titulo para um membro da família. Desde o começo, gostei muito da interações entre Hugh e Sarah, eles sabem ser perspicazes e apesar do começo ruim entre os dois, ele vão se conhecendo e passam a entender muito bem um ao outro.

Sarah pode dar uma impressão de superficial e até mesmo egoísta, por sua atitude passada em deixar as primas na mão durante um dos concertos, mas ela mostra um lado mais doce, gentil e demonstra ser muito apegada a família. Como vemos nos outros livros, Julia Quinn nos diverte com as jovens Frances, Iris e Harriet, que podem deixar com qualquer um doido com suas conversas. Os momentos românticos entre o casal principal também são bem doces, e a espera vale a pena.

Como sempre acontece com as histórias da autora, ela conquista o leitor com seus diálogos inteligentes e divertidos, personagens complexos, e com um enredo que parece simples, mas que entretêm o leitor. Apesar de talvez o livro anterior ainda seja o melhor para mim, A Soma de Todos os Beijos ainda é uma ótima história e que vale a pena ser lida.


                                                                                    

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