RESENHANDO UM NACIONAL: É Proibido Sorrir, de Esther Lya Livonius

 

Baingani vive há século num sistema, a Política Vermelha manda e ponto final. Mas embaixo da sua cidade, embaixo da Praça Vermelha que já viu tanto sangue, embaixo das pessoas que já ouviram tantos gritos de tortura, se encontram os túneis. Túneis tão secretos quanto seus donos e a origem das Políticas. E são nesses túneis que se encontram as respostas. É em cada símbolo azul, que se encontra a resistência que lutará pela liberdade.
Em um mundo onde homens lideram, o que você fará? O que fará quando está confinado à uma Política Vermelha, onde o mais simples ato de sorrir é completamente proibido?


É proibido sorrir, de Esther Lya Livonius, já teve Primeiras Impressões aqui, se você não viu, clique aqui e veja antes de prosseguir lendo a resenha. Mas se já leu, bora lá!

Bom, como á havia dito nas Primeiras Impressões, [conteúdo das primeiras impressões] O livro começa confuso mas logo começa a desanuviar e a te puxar para dentro da história. Com uma escrita bem misteriosa, a autora consegue te deixar curioso para saber qual será a trama da vez.

A história tem revezamento de narração entre Leya, Brandon e Joanne – até onde li. Tudo começa quando Leya está em uma praça e presencia uma moça sorrir, e consecutivamente ter a boca costurada por conta do ato por um guarda, que é chamado de Vis. Assim, fazendo Leya se esconder e ir embora, refletindo sobre o porquê ser proibido sorrir.

O quadro muda e quem narra agora é Brandon, um menino de treze anos que não concorda com a atual política e nem com a forma que tratam as mulheres, principalmente as que sorriem. Brandon, não conseguia se ver futuramente agindo como os Vis que ali viviam rondando, e costurando a boca daquelas que usavam o sorriso para seduzir os homens. Quando podia, ele agia de forma contraria, ajudava as Costuradas a fugirem.

Já no capitulo de Joanne, que era uma das moças que Brandon havia ajudado a fugir, está fugindo com a Costurada, o que não é bom, já que ajudar uma Costurada era a pior coisa que alguém poderia fazer. Coisas acontecem e o grito de clemência pela liberdade é calado com um tiro.  [fim do conteúdo principal].


E a partir deste ponto, o livro segue por um caminho obscuro e sangrento, com alguns toques de romance. A obra de Esther é recheada com muita, MUITA violência, conteúdos semelhantes ao da atualidade como por exemplo, o feminismo, a brutalidade, a forma cruel em que a sociedade vive, e o governo. A escrita é leve e rápida, abrange muito bem em todos os personagens, e passa de uma forma bruta e suave ao mesmo tempo a sua mensagem. Um livro que faz você parar para pensar em que mundo é esse em que vivemos.

Enfim, se não leu esse livro ainda, leia, se já leu, compartilhe conosco o que achou e não se esqueça de compartilhar com os amiguinhos. Se não conhece o livro A Marcha dos Javalis da Esther, clique aqui e confira nossa resenha sobre ele. Então um beijo, e até a próxima postagem!


Um comentário:

  1. Resenha muito interessante, os autores nacionais tem arrasado nas obras, amei beijos

    http://www.ritinhaangel.com.br/

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Obrigada pela atenção. Assim que possível estarei respondendo :)

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