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Quase uma Rockstar, de Matthew Quick.

Amber Appleton é uma menina diferente. E não, não estou falando de poderes especiais, ou pertecer a realeza, a única coisa que a faz se destacar das demais, é a sua capacidade voraz de ver o lado bom das coisas.



Desde que o namorado da mãe as expulsou de casa, Amber Appleton, a mãe e o cachorro moram em um ônibus escolar. Aos dezessete anos e no segundo ano do ensino médio, Amber se autoproclama princesa da esperança e é dona de um otimismo incansável, mas quando uma tragédia faz seu mundo desabar por completo, ela não consegue mais enxergar a vida com os mesmos olhos

Desde O Lado Bom da Vida, Matthew Quick me conquistou de tal forma que, sempre que o autor  lança algo novo eu corro para conferir a obra, mas confesso que quando peguei esse livro me senti meio cética. A capa e o título  dão  a entender que é uma narrativa voltada para um público extremamente jovem, porém, nossa querida Amber tem dezessete anos de idade, e um monte de problemas que a maioria dos adultos não aguentaria  ter, e olha que essa nem é a grande sacada do livro.




É  importante dizer sobre a personagem, é que, só a conhecemos de maneira íntima, a narrativa do livro é extremamente sincera, e é quase impossível não se emocionar com ela.

Choro muito quando estou sozinha, provavelmente porque sou menina e tal, mas talvez porque não seja tão forte como Donna e pense demais nas coisas. Por exemplo: às vezes tenho a impressão de que meu pai tem olhado por mim nos últimos dezessete anos, meio que como um anjo da guarda ou alguma coisa assim. Só que ele está vivo, esperando que eu mereça ter um pai. Quando ele vir que fiz coisas boas o bastante, vai correr até mim e me surpreender com um abração de urso paternal, me pegar no colo e me girar, como naqueles filmes bestas. Às vezes, depois de fazer alguma coisa muito incrível, me viro bem rápido, porque meio que acredito que ele pode estar ali, pronto para me abraçar. Mas ele nunca está.
Outra coisa que precisamos falar sobre Amber Appleton, é que ela é uma das maiores fãs JC ( Jesus Cristo), e que mesmo que isso esteja claro no livro, não é algo que incomoda, ou deixa o leitor que não tem a mesma crença sem vontade de ler. Não é um livro Religioso, na verdade é totalmente o oposto disso. O Deus que Amber serve não prega doutrinas, mas sim, amor.

Então deixo as frustrações do dia para lá, junto as mãos em prece e, em silêncio, rezo por todas as pessoas e todos os cachorros que tenho certeza de que precisam que eu reze por eles. (...) Levo todos eles até JC em minhas orações e peço a Deus que ajude todos a serem quem precisarem ser. Depois, fico só ouvindo minha mãe respirar do outro lado do corredor, até Triplo B e eu chegarmos juntos à terra dos sonhos.

Conforme as páginas forem passando, é bem provável que você entenda a essência de tudo. Amber Applenton amava e ajudava a todos, amigos, desconhecidos, e pessoas que insistiam em dizer que não precisam de ajuda, independente da raça ou cor, ela era uma espécie de "lembrete", algo que mostrava a todos que o mundo só é ruim se você der espaço para que ele seja, e mesmo que não cobrasse pela distribuição da sua infinita positividade, chega um dia que Amber precisa daquilo que deu.

— Padre Chee?
— Diga, Amber.
— Por que Deus permite que coisas horríveis aconteçam com pessoas boas?
— Não sei.

Esse livro é a conclusão perfeita das palavras: superação, amizade, amor e fé. Ele  revela algo que pouca gente entende, que é que, mesmo que sejamos "terrivelmente bons", a vida sempre vai achar necessário uma boa dose de sofrimento e dor.

Mas para finalmente resumir o que Amber Applenton é, és a seguinte frase:

" Sou uma espalhadora de esperança".


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