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Quem teme a morte de Nnedi Okorafor


Quem Teme A MorteTítulo: Quem teme a morte - Onye e A Profecia
Autora: Nnedi Okorafor
Editora: Geração Editorial
Páginas: 411
Ano de publicação: 2014
   3/5  |  Skoob

Numa terra devastada por uma hecatombe nuclear, uma jovem e misteriosa mulher com o incomum nome de Onyesonwu - que pode ser traduzido como Quem Teme a Morte - descobre que tem superpoderes e for escolhida para salvas a humanidade. Este seria um romance distópico como qualquer outro se não transcorresse na África e sua autora não fosse a surpreendente Nnwdi Okorafor, elogiada pelo prêmio Nobel nigeriano Woyle Soyinka. Fantasias, batalhas, tradições e alta tecnologia, sonhos, visões, discriminação racial e sexual, tudo se mistura na narrativa tensa e poética que confere uma nova linguagem para os romances do gênero.

A questão principal dessa história é que, além de ser uma distopia -e vamos combinar que distopias estão na moda- ela se passa na Africa e conta uma história digna de muita atenção.

Onyensowu Ubaid é gerada de um estupro e também é a nossa heroína da história. A tribo dos Nunu, que são vistos como bárbaros, atacaram a tribo de mulheres dos Okeke e estupraram e mataram muitas das mulheres lá presentes. A mãe de nossa protagonista foi uma das moças que saíram vivas do ataque e, depois disso, viveu sozinha com sua filha Ewu no deserto durante anos.

Onye é uma nascida da dor, também conhecida como Ewu. Todas as crianças concedidas a partir de estupros são facilmente identificadas por diversos fatores que as tornaram únicas aos olhos de quem as olha e são, várias vezes, discriminadas por conta disso. E, por conta disso, Onye significa Quem teme a Morte.

Porém existe um segredo. Ninguém sabe que a menina é a grande salvadora de seu povo e ela ira fazer isso através de seus poderem sobrenaturais. Ou seja, estamos diante de um livro distópico, inusitado e sobrenatural ou será que não?

A leitura me interessou logo na sinopse. Com certeza é um conjunto de fator que se realça aos olhos. Porém, muitas vezes a autora se perde na narrativa deixando, muitas vezes mesmo, o leitor cansado, confuso e querendo desistir da mesma. E enrolei bastante para terminar essa leitura por conta disso.

A ideia principal é ótima e tem um propósito muito bom, porém os fatores de enrolação da autora me deixaram irritada. Outra ponto negativo é que a sinopse descreve que a história é uma distopia, porém não achei que se encaixasse esse adjetivo. Existe mais um ponto negativo; o fato da sinopse descrever que a terra foi devastada por uma hecatombe nuclear. Em nenhum momento a autora menciona isso na história, deixando a mesma cada vez mais perdida e desenformada, o que me leve novamente a demora significativa que tive para lê-lo.

Com relação aos personagens, esse sim a autora soube desenvolver muito bem. Todos eles são muito fortes e significativos na história. Tirando o fato de, apesar de todos os acontecimentos ruim ocorridos na história, a autora não mostra o lado ruim das coisas, ela mostra a superação de cada uma delas o que, REALMENTE SIM, é um ponto muito forte na obra e, ouso dizer, que é sobre por isso que dei minha nota.

A capa é muito bem feita, assim como toda a produção do livro. Não sei se recomendo ele para muitas pessoas, mas caso queiram ter uma opinião diferente da minha e discutir ela comigo, fiquem à vontade para ler a obra de Nnedi Okorafor.

Um comentário:

  1. Oi Mariana, tudo bem?
    Eu gostei bastante da sua resenha e o livro me pareceu muito interessante, apesar de eu não ter muita experiência na leitura de distopias sabe.
    Achei bacana a personagem ser uma mulher forte, apesar de já ter nascido com essa tristeza de saber que é fruto de um estupro.
    Acho que o fato de autora não mostrar as coisas ruins que acontece deve ser realmente um ponto um pouco negativo do livro, mas no mais parece ser um bom livro.

    Beijo :*
    http://www.livrosesonhos.com/

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Obrigada pela atenção. Assim que possível estarei respondendo :)

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